BIBLIOTECA ESCOLAR / Centro de Recursos Educativos Escola Secundária c/ 3.º Ciclo da Quinta das Flores
 
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Falar bem

Melhor ou pior, todos sabemos falar para comunicar uns com os outros, isto é, para:

  • exprimirmos algo: Estou contente, muito contente!

  • informarmos algo: Amanhã, vou visitar o Museu da Comunicação Social.

  • actuarmos sobre o interlocutor: Pedro, não te admito mais estas brincadeiras.

Mas, ao falar, é importante tomarmos consciência das incorrecções que cometemos:

 

  • Utilização de palavras com significado não adequado;

  •  Repetição de palavras ou expressões;

  • Muitas vezes não se concluem as frases;

  • Interrupção no desenvolvimento lógico do pensamento e da frase;

  • Erros de concordância

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Exemplo:

- De inverno gosto, gosto da serra, a não, a não fazer trovoada, eu a, a única coisa que tenho um pavor à serra, é a trovoada, porque lembro-me o primeiro ano que fui para lá, primeiro não, primeiro ano que vim cá prá casa de baixo, távamos em casa da senhora dona Natividade, não é, e depois fomos prá casa de baixo e não tive um pavor, é que aquela, dava, fez um trovão muito grande e então, relâmpagos e aquela coisa toda que alumiava a serra, era horrível, e eu tive um pavor, fiquei com um pavor à, à serra, assim a trovejar, não sei porquê, parto de um princípio de eu tenho medo da trovoada, não é, deve ser por isso e depois tirando ser isso. Gosto imenso da chuva, mesmo da chuva da serra, gosto muito.

Estas e outras deficiências de linguagem oral podem ser supridas pelos elementos informativos que a acompanham. As intervenções faladas, diferentemente das escritas, são acompanhadas de atitudes que podem contribuir para uma mais eficaz comunicação: os gestos, o tom de voz, a expressão de rosto, etc.

 A - O gesto, a mímica, une-se à voz, prestando-lhe uma valiosíssima colaboração. Todo o corpo se expressa quando fala. Cada ideia tem uma correspondência na expressão corporal. As mãos e o olhar constituem meios de reforços expressivos que devem ser considerados. Assim, tal como não se deve gritar ao falar, também não se deve exagerar os gestos e posturas corporais ao ponto de dar à fala um tom teatral.

B - O ritmo e a entoação que se dá às palavras influem muito também na eficácia e impacto da comunicação. Uma fala monótona, sem pausas, cria fadiga ao ouvinte e impede-o de entender o que se diz. Por outro lado, um tom variado, agradável, com as necessárias pausas, aumenta a capacidade persuasiva do discurso.

C - Uma voz serena, clara e bem modulada permite que o ouvinte siga o discurso com maior facilidade, atenção e, porventura, atracção.

in Novos Horizontes, Porto Editora