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Falar bem
Melhor ou pior, todos
sabemos falar para comunicar uns com os outros, isto é, para:
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exprimirmos algo: Estou contente, muito contente!
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informarmos algo: Amanhã, vou visitar o Museu da Comunicação Social.
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actuarmos sobre o interlocutor: Pedro, não te admito mais estas
brincadeiras.
Mas, ao falar, é importante
tomarmos consciência das incorrecções que cometemos:
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Utilização de palavras com significado não adequado;
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Repetição de palavras ou expressões;
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Muitas vezes não se concluem as frases;
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Interrupção no desenvolvimento lógico do pensamento e da
frase;
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Erros
de concordância
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Exemplo:
- De inverno gosto,
gosto da serra, a não, a não fazer trovoada, eu a, a única coisa que
tenho um pavor à serra, é a trovoada, porque lembro-me o primeiro
ano que fui para lá, primeiro não, primeiro ano que vim cá prá casa
de baixo, távamos em casa da senhora dona Natividade, não é, e
depois fomos prá casa de baixo e não tive um pavor, é que aquela,
dava, fez um trovão muito grande e então, relâmpagos e aquela coisa
toda que alumiava a serra, era horrível, e eu tive um pavor, fiquei
com um pavor à, à serra, assim a trovejar, não sei porquê, parto de
um princípio de eu tenho medo da trovoada, não é, deve ser por isso
e depois tirando ser isso. Gosto imenso da chuva, mesmo da chuva da
serra, gosto muito.
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Estas e outras deficiências
de linguagem oral podem ser supridas pelos elementos informativos que a
acompanham. As intervenções faladas, diferentemente das escritas, são
acompanhadas de atitudes que podem contribuir para uma mais eficaz comunicação:
os gestos, o tom de voz, a expressão de rosto, etc.
A - O
gesto, a mímica, une-se à voz, prestando-lhe uma valiosíssima
colaboração. Todo o corpo se expressa quando fala. Cada ideia tem uma
correspondência na expressão corporal. As mãos e o olhar constituem meios de
reforços expressivos que devem ser considerados. Assim, tal como não se deve
gritar ao falar, também não se deve exagerar os gestos e posturas corporais
ao ponto de dar à fala um tom teatral.
B - O
ritmo e a
entoação que se dá às palavras influem muito também na eficácia
e impacto da comunicação. Uma fala monótona, sem pausas, cria fadiga ao
ouvinte e impede-o de entender o que se diz. Por outro lado, um tom variado,
agradável, com as necessárias pausas, aumenta a capacidade persuasiva do
discurso.
C - Uma voz serena, clara e bem modulada
permite que o ouvinte siga o discurso com maior facilidade, atenção e,
porventura, atracção.
in Novos Horizontes, Porto
Editora
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